Ao contrário do stablishment midiático inteiro, inclusive daqueles blogueiros que se dizem de direita, não estou nem aí para as próximas eleições. Não vou perder meu tempo atacando a Dilma e muito menos defendendo o Serra. Já faz um bom tempo que eu descobri coisas que são elementares a qualquer indivíduo de inteligência mediana, mas que os bem-falantes da nossa mídia não podem ou não querem ver.
O que seriam essas coisas? Vou tentar explicá-las:
1) Ser direitista é muito mais do que apenas detestar o PT: todo direitista detesta o PT, mas nem todo aquele que detesta o PT é direitista. Nas próximas eleições, os (poucos) articulistas que não são esquerdistas cerrarão fileiras em torno do Serra, assim como a maior parte dos eleitores que se dizem “de direita”, alguns o farão por falta de opção melhor, outros já estão psicologicamente dominados pela “estratégia da tesoura” levada a cabo pela esquerda e realmente acreditam que a volta do PSDB ao poder significará a volta da direita ao poder. (curiosamente, é a mesma opinião do Emir Sader hehehe)
2) PT e PSDB são dois lados da mesma moeda: não entendo como os críticos dos programas assistencialistas, do aumento da carga tributária, do dinheiro público financiando o MST e da aplicação da agenda cultural esquerdista (esse último item passa despercebido por boa parte daqueles que estou falando, de tão intoxicada de economicismo que está à visão de alguns) se refiram com tanta lisonja a um candidato tucano, cujo partido, quando esteve no governo, foi responsável pela implementação de todos os programas que eles próprios criticam
3) Seja quem for o vencedor nominal em 2010, tudo continuará igual: pelos motivos citados acima, tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes. O esquerdismo petista deixará (temporariamente) o poder e dará lugar ao esquerdismo chique do PSDB, que é confundido por alguns idiotas úteis como direitismo. Socialistas darão lugar aos social-democratas, uma mudança somente visível com a ajuda de um microscópio eletrônico, na melhor das hipóteses. Assim nem dá gosto de comemorar uma derrota do PT...
Alguns colunistas despenderão seu tempo com as próximas eleições apenas por dever jornalístico ou para não serem demitidos, seja por falta de assunto ou por não agradar ao patrão, ou simplesmente por pressão dos patrocinadores do blog. Se esse for o caso, eu compreendo, mas não gostaria de estar na pele deles. Quanto a eleição para os cargos estaduais, confesso que não estou tão desinteressado quanto na eleição para presidente. Talvez pelo fato dos esquerdistas locais serem mais repugnantes por serem mais conhecidos, eu sinto mais vontade de não anular meu voto. Os candidatos não-petistas não valerão um peido, como sempre, mas causarão menos danos do que a turma do Tarso Genro, o apparatchik de São Borja.
O que seriam essas coisas? Vou tentar explicá-las:
1) Ser direitista é muito mais do que apenas detestar o PT: todo direitista detesta o PT, mas nem todo aquele que detesta o PT é direitista. Nas próximas eleições, os (poucos) articulistas que não são esquerdistas cerrarão fileiras em torno do Serra, assim como a maior parte dos eleitores que se dizem “de direita”, alguns o farão por falta de opção melhor, outros já estão psicologicamente dominados pela “estratégia da tesoura” levada a cabo pela esquerda e realmente acreditam que a volta do PSDB ao poder significará a volta da direita ao poder. (curiosamente, é a mesma opinião do Emir Sader hehehe)
2) PT e PSDB são dois lados da mesma moeda: não entendo como os críticos dos programas assistencialistas, do aumento da carga tributária, do dinheiro público financiando o MST e da aplicação da agenda cultural esquerdista (esse último item passa despercebido por boa parte daqueles que estou falando, de tão intoxicada de economicismo que está à visão de alguns) se refiram com tanta lisonja a um candidato tucano, cujo partido, quando esteve no governo, foi responsável pela implementação de todos os programas que eles próprios criticam
3) Seja quem for o vencedor nominal em 2010, tudo continuará igual: pelos motivos citados acima, tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes. O esquerdismo petista deixará (temporariamente) o poder e dará lugar ao esquerdismo chique do PSDB, que é confundido por alguns idiotas úteis como direitismo. Socialistas darão lugar aos social-democratas, uma mudança somente visível com a ajuda de um microscópio eletrônico, na melhor das hipóteses. Assim nem dá gosto de comemorar uma derrota do PT...
Alguns colunistas despenderão seu tempo com as próximas eleições apenas por dever jornalístico ou para não serem demitidos, seja por falta de assunto ou por não agradar ao patrão, ou simplesmente por pressão dos patrocinadores do blog. Se esse for o caso, eu compreendo, mas não gostaria de estar na pele deles. Quanto a eleição para os cargos estaduais, confesso que não estou tão desinteressado quanto na eleição para presidente. Talvez pelo fato dos esquerdistas locais serem mais repugnantes por serem mais conhecidos, eu sinto mais vontade de não anular meu voto. Os candidatos não-petistas não valerão um peido, como sempre, mas causarão menos danos do que a turma do Tarso Genro, o apparatchik de São Borja.
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